O Instituto Iter, vinculado ao ministro do STF André Mendonça, recebeu R$ 5,2 milhões da Cedro Participações, conforme informações do UOL.
O contrato de mútuo conversível foi firmado em abril de 2024, com um valor inicial de R$ 5,9 milhões, permitindo a conversão do crédito em participação societária ou a devolução do montante à empresa.
Em janeiro de 2026, o Iter decidiu encerrar o contrato e iniciou a devolução dos recursos. No mês seguinte, Mendonça foi sorteado relator das investigações relacionadas ao Banco Master. O instituto justificou o encerramento do empréstimo pela sua 'sustentabilidade financeira'.
De acordo com o Iter, a devolução foi formalizada por meio de um aditivo contratual, que antecipou o vencimento da dívida e aplicou a taxa Selic. Até o momento, cerca de 5,3% do valor devido foi pago.
O presidente do Iter, Victor Godoy Veiga, conduziu as negociações com a Cedro, afirmando que Mendonça e Lucas Kallas, controlador da empresa, não participaram das discussões sobre o contrato.
Sobre a destinação dos recursos, o Iter esclareceu que os valores foram utilizados exclusivamente para sua estruturação e atividades, sem distribuição de lucros ou dividendos. A entidade também negou conhecimento sobre relações entre Lucas Kallas e Daniel Vorcaro.