Eleições

Ronaldo Caiado critica reajuste de 15% no Bolsa Família, afirmando uso eleitoreiro

Caiado questiona o anúncio feito 17 dias antes das eleições. O governo defende a correção como necessária para preservar o poder de compra.

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O candidato à Presidência da República, Ronaldo Caiado (PSD), criticou o reajuste de 15% no Bolsa Família, anunciado pelo governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Em publicação nas redes sociais, Caiado questionou o momento do anúncio, realizado a 17 dias do primeiro turno das eleições, marcado para 4 de outubro. Ele afirmou que a aprovação do reajuste escancara o uso eleitoreiro do programa.

Com o reajuste, o valor mínimo do Bolsa Família passará de R$ 600 para R$ 691, enquanto o benefício médio aumentará de R$ 675 para R$ 777, com efeito financeiro a partir de outubro.

“Aprovar R$ 5,8 bi de reajuste a 17 dias da eleição escancara o uso eleitoreiro do programa”

— Ronaldo Caiado, candidato à Presidência

O governo justificou a correção de 15,04% como uma medida necessária, correspondente à inflação acumulada pelo INPC entre março de 2023 e agosto de 2026, e prevista na legislação do programa para garantir o poder de compra dos beneficiários.

Caiado também criticou a situação fiscal do país, afirmando que 'a dívida do país está no vermelho'. A estimativa é que o impacto financeiro do reajuste seja de R$ 5,8 bilhões em 2026 e R$ 22 bilhões em 2027.

A avaliação de que a medida tem finalidade eleitoral é uma crítica recorrente de Caiado, enquanto o governo defende que o reajuste é uma recomposição inflacionária prevista em lei.

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