A aprovação da PEC que reduz a jornada semanal de trabalho e acaba com a escala 6×1 provocou um reposicionamento estratégico entre deputados federais de Goiás, especialmente entre parlamentares ligados à direita e ao centro-direita.
Mesmo após sinalizarem resistência nos bastidores e em declarações públicas nos dias anteriores à votação, nomes da bancada goiana acabaram aderindo ao texto aprovado pela Câmara dos Deputados em dois turnos.
O movimento foi interpretado nos corredores de Brasília como uma tentativa de evitar desgaste político diante da forte pressão popular em torno da pauta trabalhista, que ganhou força nas redes sociais e passou a mobilizar principalmente o eleitorado jovem e urbano.
Nenhum deputado federal de Goiás votou contra a proposta.
Entre os parlamentares que mudaram de posição estão nomes ligados ao campo conservador, como Gustavo Gayer, Magda Mofatto, Professor Alcides e Glaustin da Fokus, que vinham demonstrando desconforto com a proposta nos dias anteriores à votação.
Nos bastidores, lideranças partidárias avaliaram que um voto contrário ao fim da escala 6×1 poderia gerar forte desgaste eleitoral às vésperas da campanha de 2026.
O avanço da PEC também obrigou partidos como Partido Liberal, União Brasil e Progressistas a recalcularem o discurso sobre relações de trabalho.
Com dificuldade de sustentar oposição direta ao texto, setores da direita passaram a defender versões alternativas da proposta, como a adoção da jornada 4×3, numa tentativa de disputar a narrativa pró-trabalhador.