Na noite de quarta-feira (19), Luiz Inácio Lula da Silva foi informado sobre o pedido da Procuradoria-Geral da República para que a investigação de seu filho, Fábio Luís Lula da Silva, seja enviada à primeira instância.
O advogado Marco Aurélio de Carvalho, que defende Lulinha, repassou a informação durante um encontro que contou com a presença do ex-ministro Fernando Haddad. Ele confirmou que a transferência do caso à primeira instância era um desdobramento esperado.
De acordo com Marco Aurélio, não há elementos que justifiquem a manutenção do inquérito no Supremo Tribunal Federal, já que não há autoridade com foro privilegiado, dinheiro público ou ato de ofício relacionado ao caso.
O pedido da PGR foi divulgado na manhã de quinta-feira (20) pela jornalista Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo, e o conteúdo integral permanece sob sigilo. O requerimento foi enviado ao ministro André Mendonça, do STF.
A investigação apura uma possível atuação de Lulinha em um caso de tráfico de influência, surgindo como desdobramento de um inquérito sobre fraudes contra aposentados do INSS. Marco Aurélio argumentou que a atenção maior ao caso se deve ao fato de Lulinha ser filho do presidente.
Além da investigação, a reunião no Alvorada também abordou a campanha de Fernando Haddad ao governo de São Paulo, na qual Marco Aurélio de Carvalho está envolvido. Agora, cabe ao ministro André Mendonça decidir sobre o pedido da PGR.