O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, declarou que o relatório da Polícia Federal sobre suas conversas com Daniel Vorcaro pode ter sido produzido por agentes externos, possivelmente estrangeiros.
A afirmação foi feita na defesa de 44 páginas apresentada por Moraes antes da sessão que analisará a abertura de investigação contra ele. O ministro não especificou qual país ou órgão estaria envolvido na suposta produção do documento.
Moraes destacou que o relatório foi elaborado em apenas 72 horas, um prazo que considera incompatível com a complexidade do trabalho. Ele argumenta que os metadados indicam que o arquivo foi aberto e concluído no mesmo dia em um computador da PF.
O ministro também relacionou sua suspeita ao afastamento temporário do diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, que foi determinado por André Mendonça. Moraes acredita que esse afastamento poderia ter impedido uma apuração sobre a origem do relatório.
Além disso, Moraes mencionou que a quebra da cadeia de custódia poderia permitir a inclusão ou alteração de arquivos, possibilitando o acesso de terceiros aos dados extraídos do celular de Vorcaro. Ele classificou a apuração conduzida por Mendonça como uma 'farsa'.
As alegações sobre a possível participação estrangeira na elaboração do relatório foram apresentadas sem a indicação de um país ou órgão específico, o que levanta questionamentos sobre a veracidade das afirmações.