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Polícia Federal investiga negociações de Lulinha e lobista, mas contratos não foram firmados

As investigações apontam para propostas comerciais relacionadas ao Ministério da Saúde. A PF apura relações e pagamentos entre os envolvidos.

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A Polícia Federal investiga negociações envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, e a lobista Roberta Luchsinger, sem que contratos tenham sido firmados.

De acordo com informações da Folha de S. Paulo, a PF identificou três frentes de negociação que buscavam abrir negócios relacionados ao Ministério da Saúde. As tratativas incluíam medicamentos à base de cannabis, testes para diagnóstico de dengue e possíveis parcerias com a Indústria Química do Estado de Goiás (Iquego).

Uma das negociações previa a venda de medicamentos à base de cannabis, com uma estimativa de aproximadamente R$ 627 milhões. Além disso, houve discussões sobre testes para dengue e outras doenças, que poderiam alcançar cerca de R$ 1 bilhão. No entanto, as propostas não avançaram.

Apesar da falta de contratos concretizados, a PF investiga as relações entre os envolvidos e uma possível atuação conjunta para viabilizar os negócios. A investigação também menciona pagamentos feitos por Roberta Luchsinger e supostas vantagens obtidas por pessoas próximas ao grupo.

Entre os episódios analisados está o pagamento de cerca de R$ 217 mil em faturas de cartão de crédito de Marco Aurélio Ribeiro, ex-chefe de gabinete de Lula. A defesa de Ribeiro afirma que os valores eram referentes a empréstimos posteriormente quitados e nega irregularidades.

A Procuradoria-Geral da República, em manifestação ao STF, afirmou que não identificou a conclusão de negócios entre o grupo investigado e o poder público que demonstrassem o atendimento às pretensões comerciais. O Ministério da Saúde também informou que as iniciativas citadas nas investigações não tiveram encaminhamento dentro da pasta.

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