Relatórios de inteligência da Polícia Federal mencionaram a ligação religiosa entre o ministro André Mendonça e o advogado-geral da União, Jorge Messias, ao analisar suas relações.
Os documentos indicam uma "matriz religiosa comum" e vínculos com igrejas evangélicas entre Mendonça e Messias. Essa análise foi parte da decisão de Mendonça que resultou no afastamento preventivo do diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e do diretor de Inteligência Policial, Leandro Almada da Costa.
Mendonça criticou a utilização da religião como critério de análise, descrevendo-a como "surreal" e "abjeto". Ele destacou que os relatórios tentavam justificar a recusa de Messias em atender a um pedido de Rodrigues para recorrer de decisões suas.
“surreal e abjeto”
— André Mendonça, ministro do STF
A decisão do ministro aponta que uma das hipóteses levantadas pela PF sugeria que a postura de Messias visava preservar uma suposta "relação política com o relator". Essa conexão religiosa foi, portanto, incorporada à análise dos investigadores.