Uma investigação da Polícia Federal, iniciada em julho, apura a atuação de Maria de Fátima Bezerra Castro, assessora do senador Flávio Bolsonaro, em negociações de emendas com Robson Calixto, condenado por organização criminosa.
De acordo com a investigação, Maria de Fátima teria convidado Calixto para um evento com Flávio Bolsonaro para discutir pessoalmente emendas. Mensagens analisadas pela PF indicam que ela atuava como interlocutora do miliciano junto ao gabinete do senador.
A PF investiga se recursos destinados a entidades ligadas aos irmãos Brazão, também condenados no caso Marielle Franco, foram desviados. A apuração foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF.
Um dos casos envolve R$ 199 mil destinados ao Ifop (Instituto de Formação Profissional José Carlos Procópio). Em mensagens, Calixto solicita que a assessora não esqueça do instituto e pede que o senador "agracie" o projeto.
Flávio Bolsonaro afirmou que a emenda foi destinada conforme a legislação e critérios técnicos do Ministério do Esporte, e que a entidade apresentou notas fiscais, devolvendo valores não utilizados.
A PF também investiga cerca de R$ 400 mil destinados ao município de Barra do Piraí (RJ), totalizando R$ 599.128 em recursos repassados por emendas a uma organização sob investigação.