Um cartório de registro de imóveis na Bahia impediu a venda de um terreno avaliado em R$ 15,8 milhões, pertencente ao senador Jaques Wagner, após determinação judicial.
A tentativa de venda ocorreu um dia após Wagner ser alvo de mandados de busca e apreensão autorizados pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal. A decisão judicial impôs restrições a operações econômicas, comunicando bancos e órgãos públicos para impedir movimentações patrimoniais.
O 1º Ofício de Registro de Imóveis de Camaçari bloqueou a transferência do imóvel para a empresa Lagoons Empreendimentos, ligada ao Grupo City, em cumprimento à ordem judicial, conforme informações da CNN Brasil.
A defesa de Jaques Wagner sustenta que a operação imobiliária não está relacionada à investigação da Polícia Federal. Os advogados afirmam que o acordo foi iniciado em 2024 e concluído em 2025, prevendo a permuta do terreno por lotes e um pagamento antecipado de R$ 2 milhões, que foi declarado à Receita Federal.
A investigação da PF apura a suspeita de que Wagner teria recebido vantagens econômicas indevidas, incluindo o uso de aeronaves e aquisição de bens. A decisão judicial menciona possíveis benefícios recebidos por meio de familiares e empresas ligadas ao grupo investigado.
Após a operação da PF, Jaques Wagner deixou a liderança do governo no Senado Federal, o que gerou repercussão no cenário político.